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sexta-feira, 25 de julho de 2014

Brasil! Um anão Diplomático? A Desproporcionalidade da Dignidade Humana no Brasil! By Levi Freire Jr.


Levi Freire Jr - Jerusalém - Israel 


Alegar desproporcionalidade da guerra alheia é muito fácil, reconhecer que estamos perdendo a "guerra" contra o crime no Brasil é mais difícil... Isto sim é desproporcionalidade!


Desproporcional é perder partida por 7 a 1', ironiza porta-voz de Israel: Vídeo



Será que o Brasil está sendo um Anão Diplomático? Temo crer que sim! Estive há um mês e meio atrás em Israel e na Palestina, um pouco antes dos conflitos iniciarem, pude sentir o que de fato ocorre por lá. É claro que não sou um especialista em conflitos internacionais, sou apenas um apaixonado por turismo e operador do Direito amante do Internacional. Contudo, sou um ouvinte e observador, assim, tive oportunidade de conversar e ouvir os dois lados, mais ainda assim, seria muita arrogância minha tentar definir quem está certo e errado, pois, é mais profundo do que vemos pela TV, que a meu ver é midiático e/ou coloca em jogo interesses de terceiros e estranhos ao conflito, que a meu ver não são os interesses alegados.

Um ponto importante a ser destacado, sem querer minimizar o conflito em tela, é que estamos preocupados e envolvidos com problemas que estão a milhares de quilômetros e "esquecemos" que vivemos uma "guerra" aqui no Brasil, bem ao nosso lado, em nossa comunidade! Basta abrimos os dois jornais de maior circulação de Belém, por exemplo, que vemos sangue, muito sangue de pessoas inocentes... Diariamente muitas pessoas morrem vítimas desta violência que só cresce.

Levi Freire Jr - Bethlehem - Palestina

Nossas mazelas são muitas! Além da insegurança e violência real e fática de bandidos armados e de bandidos engravatados que estão entranhados em nossa sociedade, ainda temos aquela disfarçada pelo próprio estado, onde pessoas “são mortas” pela falta de atendimento médico, “são mortas” pela falta de comida, são violentadas pela falta de educação e emprego, enfim, são violentadas em sua dignidade, aquela defendida na Declaração Universal dos direitos Humanos e por organismos internacionais. Vivemos um “genocídio” da dignidade do povo brasileiro e ninguém vê isto.

Penso que é prudente arrumarmos a nossa "casa", antes de nosso governo referenciar a realidade alheia e dizer: “O Governo brasileiro considera inaceitável a escalada da violência entre Israel e Palestina." Deveria olhar para sua própria realidade, são mais de 50 mil pessoas (civis) assassinadas no Brasil por ano, um número maior do que muitas guerras, assim, fica a reflexão: é aceitável a violência que vivemos aqui no Brasil, em nosso dia a dia? É aceitável sairmos para trabalhar sem sabermos se voltaremos para casa e para nossa família? É aceitável criticarmos o que está distante e fingirmos que não vemos o que está diante de nós? Criticar os outros sempre é mais fácil do que resolvermos nossos problemas, isto é H I P O C R I S I A.

Mais de 50 mil pessoas são assassinadas por ano no Brasil: Matéria Fantástico
Média de Homicídios no Brasil é superior a de Guerras: Matéria BBC

quarta-feira, 21 de março de 2012

CLIC inicia atividades de 2012


Por Lívea Colares
Fotos de Ana Carolina Almeida e Lívea Colares


Cerca de 60 pessoas lotaram o espaço Benedito Nunes na Livraria Saraiva na Cidade de Belém do Pará, no 1º Pré-CLIC de 2012


Na noite desta terça-feira (13/03), o espaço Benedito Nunes, na Livraria Saraiva, ficou lotado para a abertura oficial da programação do CLIC 2012. Cerca de 60 pessoas estiveram presentes para discutir “O Brasil que não é da América Latina”. A mesa, mediada pelo turismólogo, guia turístico e bacharel em Direito Levi Freire Jr., teve ainda a presença de Raphaela Gonçalves, graduanda em Relações Internacionais pela Universidade da Amazônia (Unama/Pará), e que pesquisa as relações sociais e culturais entre o Brasil e a América Latina e o Prof. Dr. Fábio Castro, do Programa de Pós-graduação em Comunicação, Cultura e Amazônia da Universidade Federal do Pará.

Levi Freire Jr iniciou a discussão apresentando um panorama geral da América Latina, como a construção de tal denominação, seu contexto histórico e geográfico. Logo após a apresentação de Levi, Raphaela Gonçalves tratou de uma possível “identidade latina” e questões intrínsecas a ela, como a história, as heranças coloniais, aa língua, os tipos de colonização e a forma como se deu a independência, fatores que marcam as diferenças entre os países da América Latina e que explicam o distanciamento entre eles.


“O fato de nós não nos identificarmos com a América Latina é muito por causa da nossa educação" afirmou Raphaela.
Raphaela também afirmou que a integração social entre os países é inexistente devido a estereótipos e falta de iniciativas. Segundo a estudante quando há iniciativas elas são, em geral, privadas ou de cunho acadêmico. Ela ainda destacou que o brasileiro, desde a infância, é apresentado à história europeia, estudando, por exemplo, a Revolução Francesa, porém sai da escola sem ter estudado a história dos seus vizinhos latino-americanos: “O fato de nós não nos identificarmos com a América Latina é muito por causa da nossa educação", afirmou.

Após Raphaela, o Prof. Dr. Fábio Castro falou sobre o fato da relação entre Brasil e outros países da América Latina ser baseada em estereótipos e distanciamentos. Ele explicou que mesmo dentro do país há rivalidades entre os próprios brasileiros, tudo provocado por nosso contexto histórico e tradição colonial que nos faz acreditar que não somos latinos: “A gente não é o que a gente nasce, a gente é o que a história faz da gente”, defendeu o professor.. Expandindo a discussão, Fábio Castro abordou a relação e integração “Brasil – Amazônia”. Segundo o pesquisador, não há um projeto local de desenvolvimento da região e que sua criação seria fundamental, aliada também a uma sociedade civil participativa e uma imprensa que paute o assunto com qualidade e eficiência.

Na foto Raphaela Gonçalves, Levi Freire Jr e Fabio Castro. “A gente não é o que a gente nasce, a gente é o que a história faz da gente”, disse Fábio Castro.


A participação do público foi grande e intensa na discussão apresentada na mesa. Um dos participantes, o estudante de Relações Internacionais, Yago Couto revelou não se sentir de fato um latino americano, se identificando mais com o termo “brasileiro”. Para ele, o Pré CLIC foi esclarecedor: “A palestra foi interessante pra esclarecer justamente essa visão que o Brasil tem da América latina e pra mostrar toda a diversidade que tem no país e as rivalidades dentro do continente”, afirmou.

Ao final a Comissão Organizadora sorteou duas cortesias de passeios de barco oferecidas pela parceira Valeverde Turismo e ainda informou que todos aqueles que participaram do evento devem esperar seus certificados até o dia 18 de março, caso não recebam dentro deste período devem entrar em contato com a comissão através do clic.evento@gmail.com.
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*Perdeu a primeira prévia do CLIC? Então fique atento e marque logo em sua agenda: o próximo Pré CLIC confirmado será dia 14 de abril, no Espaço São José Liberto, em parceria com o curso de Design de Moda da FAP/Estácio. O encontro será uma discussão sobre moda, cultura, identidade e estética contemporânea, não perca!

terça-feira, 20 de março de 2012

O Turismo e o MERCOSUL by Levi Freire Jr

                                                                                                                                  Por Levi Freire Jr





Introdução - Conceitos, Estudos e Análises 

Primeira página do Jornal do Brasil em 27 de Março de 1991

O MERCOSUL nasceu há 21 anos e foi criado com o objetivo de estabelecer um mercado comum na America do Sul, um dos seus primeiros desafios era estabelecer uma união aduaneira entre os países signatários, qual facilitaria o aumento do volume de negócios na região através da “livre” circulação de bens e serviços. No entanto, os processos estão mergulhados em uma grande burocracia e pouco se tem avançado, isto se tomarmos como referência as expectativas desde a assinatura do Tratado de Assunção em 26 de março de 1991, pelos então presidentes Carlos Menem (Argentina), Fernando Collor de Mello (Brasil), Andrés Rodríguez (Paraguai) e Luis Alberto Lacalle (Uruguai). Mas é importante lembrarmos que a idéia foi concebida, ainda nos anos 1980 com o escopo de consolidar a democracia incipiente nos países-membros, ainda traumatizada por ditaduras militares recém extintas.

Sabemos que o MERCOSUL é marcado por crises e problemas causados pelas grandes diferenças existentes entre os países-membros, e manter o equilíbrio de interesses não tem sido tarefa fácil. Mas, se as expectativas quanto ao projeto original não vêm sendo atendidas temos em contraponto o crescimento do turismo na região. Recentemente, entre os dias 07 e 11 de março de 2012, na Feira Internacional de Turismo de Berlim http://www.itb-berlin.de/en/, foram divulgados números quais mostram que em 2011 o MERCOSUL faturou com o turismo cerca de 15 bilhões de dólares. Vale ressaltarmos que tal crescimento  é mais o reflexo do bom momento da economia brasileira do que com a integração propriamente dita do Mercado Comum do Sul – MERCOSUL.  
Nesta abordagem iremos relacionar pontos importantes do turismo para os países do MERCOSUL e países associados. Dando ênfase para o Brasil como centro receptor e emissor de turistas.




A Economia Brasileira, O MERCOSUL e o Crescimento do Turismo 

O bom momento da economia brasileira tem possibilitado um maior crescimento de turistas que se lançam em desbravar novos destinos.  Sonhos de uma viagem outrora impossíveis agora se tornam reais e é cada vez maior o número de brasileiros pelo mundo. Em princípio e sem a necessidade de pesquisas mais profundas podemos constatar tal demanda ao nos depararmos com a variedade de pacotes turísticos que são disponibilizados de todas as formas, inclusive pelas famosas compras em grupo da internet que se apresentam irresistíveis e imbatíveis quanto ao preço.

Na feira Internacional de Turismo de Berlim que aconteceu entre os dias 07 e 11 de março de 2012 foram divulgados números expressivos que colocam o MERCOSUL, qual o Brasil é Estado Membro, em uma situação favorável ao turismo no que tange ao faturamento em 2011. De acordo com os responsáveis pelo turismo na America do Sul o faturamento do MERCOSUL foi de 15 bilhões de dólares.

Em 2011 o Brasil recebeu 5 milhões e meio de turistas e somou mais de 6,7 bilhões de dólares o que representa 3,3 % do PIB nacional. De acordo com o Ministério de Turismo Brasileiro esse fator acompanha o resultado das políticas econômicas e sociais que permitem a população usufruir de uma economia estável favorecendo o aumento do poder aquisitivo das classes mais baixas. 

O turismo em outros países do MERCOSUL também atingiram valores consideráveis, por exemplo, a Argentina  alcançou 6 bilhões de dólares sendo o  turismo considerado como o terceiro  maior mercado do país. O Chile que vem crescendo gradativamente recebeu em 2011 900 mil turistas estrangeiros o que corresponde a 3,2% do PIB daquele país.  

Com tantos fatores favoráveis foi inevitável cruzar fronteiras e dentre elas as de nossos vizinhos, como os que compõem o MERCOSUL: Argentina, Paraguai, Uruguai e a Venezuela que é Estado parte em processo de adesão. Além dos Estados Associados ao MERCOSUL que são Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, Peru e o México no papel de país observador.
Levi Freire Jr na cidade de  Uruguayana - Rio Grande do Sul - Fronteira Brasil com Argentina. Burocracia na entrada, aguardando liberação  das autoridades argentinas.

Muitos atribuem o crescimento do turismo ao MERCOSUL, mas tratar o turismo desta forma é encará-lo de maneira leviana. Na medida em que nossas pesquisas avançam percebemos que este é um fenômeno muito mais voltado para a economia e para uma comportamento da vida moderna onde as pessoas através das viagens, muito mais acessíveis, procuram conhecer outros países. Tudo isto aliado a necessidade de se qualificar através de intercâmbios estudantis e culturais, através do turismo de negócios, do turismo de eventos e de outras formas de se fazer turismo quais estão pautadas nas exigências e ditaduras de um mundo globalizado.  

Levi Freire Jr no Puerto Madero um dos principais pontos turisticos da Cidade de Buenos Aires - Argentina. Ao fundo a campanha de divulgação do Brasil como Destino turístico promovido pela Embratur: "Brasil te llama - Celebrá la Vida aqui"

O MERCOSUL  e a União Européia - Modelos Diferentes 

Ao afirmarmos que o MERCOSUL, quanto bloco econômico, não tem contribuído diretamente com o turismo é por ser perceptível que a institucionalização deste ainda é fraca, há poucos direitos comunitários, apesar de sabermos que os direitos comunitários são uma evolução e aperfeiçoamento do direito da integração tanto é que o direito comunitário tem sua origem na União Européia, modelo este que o MERCOSUL ainda está longe de atingir. 

É importante citarmos que diplomatas, estudiosos de America Latina e acadêmicos da Universidade de Oxford em Londres advertem sobre a comparação que não deve ser feita entre MERCOSUL e União Européia, pois a entidade não foi criada tendo como modelo a União Européia que é um modelo político. A união européia teve como eixo básico de criação a relação França e Alemanha que é uma relação de equivalentes, no caso do MERCOSUL o Brasil exerce um peso excessivo.

Talvez uma das poucas coisas que possam ser comparadas é que ambos os blocos rejeitam as leis supranacionais que é uma forma de direito Internacional baseada na limitação dos direitos das nações soberanas sobre as outras.

Como o quarto bloco econômico regional do mundo, apesar de alguns dizerem que já perdeu este posto, o MERCOSUL enfrenta muitos problemas dentre elas as instabilidades políticas e econômicas.  Ainda não conseguiu atingir a sua meta de ser um Mercado Comum que seria a terceira fase do processo de integração. O MERCOSUL Ainda está na segunda fase e de forma incompleta, ainda está como União Aduaneira.
Para melhor ilustramos elencamos abaixo as fases do processo de integração:
  1. Zona de Livre Comércio;
  2. União aduaneira - O MERCOSUL está nesta fase - Imperfeita;
  3. Mercado comum -  O objetivo "final" do Mercosul é chegar nesta fase;
  4. União econômica e monetária - A União européia está nesta fase; 
  5. União Política - O objetivo da união Euroéia é chegar nesta fase, mas para isto terá que  dentre vários pontos, concordar com leis Supranacionais. 


É notório o crescimento do turismo, mas será que está diretamente ligada ao MERCOSUL e suas supostas beneficias aos nacionais dos países-membros?

É fato que desde assinatura do Tratado de Assunção ainda é necessário muito para que o Mercosul tenha uma efetividade nas políticas externas e internas.  Apesar do turismo ter crescido, a burocracia qual ainda O MERCOSUL está mergulhado é um fator que se levanta contra ao crescimento do turismo. As fronteiras ainda são um problema e apesar de não haver obrigatoriedade na apresentação de um passaporte, entre os Nacionais dos países membros, as exigências de entrada e saída ainda se colocam de forma retrograda diante da proposta de integração dos Estados.

Ao aprofundarmos os nossos estudos entendemos que o crescimento do Turismo está mais relacionado com politicas internas de cada País e não especificamente ao MERCOSUL, pois quando analisamos a sua gênese e o seu desenvolvimento percebemos que infelizmente não está de acordo com aquilo para qual foi criado.


 
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